sexta-feira, 5 de junho de 2015

Na noite

É noite, quase madrugada...
Suaves palavras são fortementes atiradas.
Em cada palavra um sentido, em toda frase vários sentimentos...
Há nos olhares a expressão de tudo o que não se quer dizer, no som das vozes murmuradas já torpes os gestos que se tentam esconder, e no silêncio o desejo de tudo o que se sonha conquistar.

Ao redor todos os objetos que na infância fora significado da liberdade, mas que hoje já não são suficientes para ir onde se quer chegar.
Qual a importância do que se estabelece como objetivo?
Corre-se tanto em tantas direções e sempre nos vemos no mesmo lugar.

Quais as mais sinceras e profundas ambições?
Quais realmente são os objetivos?
O que tanto se procura em alguém, que não se encontra em si. Aliás, será que se procura algo na própria essência?

Será que já não encontramos aquilo que afirmamos procurar, mas, optamos por não aceitar e fechamos os olhos para isso?
Será que não estamos em busca de algo que já deixamos em algum momento escapar pelos vãos em vão e nos arrependemos?
Será que não buscamos respostas para perguntas que não quisemos fazer e nos contentamos com respostas que sabemos que não nos dizem nada?
Procuramos nos olhares o preenchimento das ânsias de nossas almas ou vagamos em nossas mentes tentando preencher as ânsias dos nossos olhares?

Será que desesperadamente buscamos por algo ou insanamente aguardamos que algo nos encontre?

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